O dia em que um profeta de Deus chorou. Jeremias andava pelas ruas de Jerusalém com os pés cobertos de poeira, o rosto cansado, e a alma pesada por carregar uma verdade que ninguém queria ouvir. Ele falava nos portões e nas praças. Clamava diante do templo, mesmo sabendo que todos o ignoravam. — “Voltem-se ao Senhor… antes que seja tarde.” Era o que ele repetia com a voz embargada e o coração doído. Mas o povo seguia de cabeça erguida, como quem não teme o juízo. Chamavam ele de louco. Viravam o rosto. Fingiam que suas palavras não existiam. E mesmo sem ser ouvido, ele não parava. Até que o dia chegou. O céu amanheceu carregado. As ruas se encheram de gritos. As muralhas, que pareciam inabaláveis, ruíram diante dos olhos de todos. As casas arderam em chamas. Famílias foram arrastadas, separadas no desespero. E o templo — o lugar mais sagrado da cidade — foi tomado pelo fogo… Jeremias não correu. Ele apenas se ajoelhou no meio da poeira e das cinzas, com os olhos marejados, e sussurrou. — “Eles zombaram da voz de Deus… e hoje, o silêncio d’Ele grita mais alto do que qualquer trombeta.” Se essa história te tocou, compartilhe.
