Eu só luto com a mão esquerda, porque quando uso a direita, meu oponente vai direto para o chão. Foi assim até eu encontrar esse cara de cabelo cacheado. Ele tinha servido no Corpo de Fuzileiros Navais, então era todo cheio de si. A gente rapidamente nocauteou os adversários e chegou à final do campeonato. O treinador avisou o cacheado para não vacilar, porque eu nunca perdi uma luta. Foi aí que ele se virou e mostrou a tatuagem nas costas, dizendo que nunca tinha perdido também. A luta começou. Eu dei um gancho de esquerda e derrubei ele no chão. Quando ele levantou, começou a me provocar. Dei outro gancho de esquerda. O cacheado viu a chance e aplicou um golpe devastador. De repente, eu caí nocauteado. Ele saiu com o título. Mas tudo isso foi só imaginação do cacheado. Ele recriou toda a cena na cabeça. Só que a história real foi diferente. Depois da luta, recebi uma ligação da minha mãe. Quando soube que a loja dela tinha sido destruída, corri o mais rápido que pude para lá. O cara da bola não fazia ideia que ia enfrentar um campeão de boxe. Dei dois socos fortes, mas, para minha surpresa, ele nem se machucou. Então mudei para a mão direita e comecei a golpear sem parar. Ele cambaleou, mas era só dano superficial. Aí ele partiu pra cima. Eu desviei fácil e contra-ataquei com um golpe perfeito. Mas não adiantou nada. Ele agarrou meu braço e me jogou longe com um soco. Ele desferiu uma série de golpes pesados e eu não consegui reagir. Eu era só um campeão peso leve contra um peso pesado. Só consegui aguentar a porrada. Caí rápido.
