A humanidade sempre acreditou ser inabalável. Sobreviveu a pestes que dizimaram milhões, a guerras mundiais que devastaram nações, a bombas capazes de transformar cidades em cinzas. Resistiu à fome, ao frio, ao calor, às tiranias e às catástrofes que moldaram a história. Lutou contra si mesma, inúmeras vezes, e mesmo coberta de cicatrizes… persistiu. Por séculos, a Terra foi palco da eterna disputa entre vida e morte. E a humanidade… sempre acreditou que venceria. Até agora. Não foi uma bomba. Não foi uma guerra entre potências. Não foi um corpo celeste caindo do céu. A ruína do homem nasceu do que sempre esteve aqui: o próprio planeta. O Cordyceps Novus — descendente distorcido do antigo Ophiocordyceps unilateralis, o parasita que transformava insetos em marionetes na selva — evoluiu em silêncio. Forjado pelas mudanças climáticas, alimentado pelo calor sufocante das cidades e pela poluição que se espalhava como veneno. Cientistas alertaram sobre estranhos surtos em formigueiros e baratas na América Central. Quase ninguém escutou. E quando os esporos invisíveis viajaram pelo vento, já não havia como contê-los. Em 2027, com governos enfraquecidos, economias em colapso e populações sedentas e famintas, o verdadeiro inimigo emergiu. Não veio de fora. Não veio do espaço. Veio da própria Terra. E desta vez… ninguém estava preparado