Você estava rolando o feed quando o nome de Hytalo Santos explodiu na sua tela. Um vídeo longo de um youtuber famoso acendeu o alerta sobre “adultização”. No olho do furacão, uma adolescente conhecida como Kamylinha — e um debate maior sobre infância e redes. Denúncias antigas reapareceram; o desconforto virou pauta nacional. O Ministério Público da Paraíba já investigava o caso desde 2024. Vieram decisões: suspender perfis, cortar monetização, proibir contato com menores citados. A audiência se dividiu entre indignação e dúvida; o processo, entre sigilo e pressa. Então, 15 de agosto de 2025: prisões em Carapicuíba, mandados expedidos pela 2ª Vara de Bayeux. As linhas de apuração falam em exploração sexual de menores e tráfico de pessoas — investigações em curso. O Ministério Público pediu cautela e proteção máxima às vítimas. A defesa reagiu: reafirmou a inocência e disse não ter acesso integral à decisão no primeiro momento. Alguns viram só “conteúdo”; outros, um risco real para adolescentes. Coincidência ou 1 alerta sobre os limites do entretenimento com menores? Hoje foi um vídeo; amanhã pode ser algo maior — e mais caro para todo mundo. Entre algoritmos e audiência, fica a regra: criança não é roteiro. E até que a Justiça fale, vale lembrar: presunção de inocência não é detalhe — é lei.
