Eu não luto por justiça. Nunca lutei. Nem por vingança… embora às vezes pareça que é tudo o que me move. Eu luto porque é a única coisa que me resta. Quando tudo foi tirado de mim, quando fui deixado sozinho no meio da escuridão, com o corpo em pedaços e a alma quebrada… só a espada ficou. Cada cicatriz que carrego não é só dor — é memória. São provas de que eu sobrevivi, mesmo quando o mundo tentou me destruir. Não porque eu sou forte… mas porque eu me recusei a cair. Eu continuo andando. Um passo depois do outro. Mesmo sangrando. Mesmo gritando por dentro. Porque se eu parar, tudo o que perdi teria sido em vão. O mundo pode me odiar. Pode me chamar de monstro, de maldito, de amaldiçoado. Mas enquanto eu puder empunhar essa espada, enquanto eu respirar… eu não vou recuar. Nem mesmo a morte vai me parar.
