Eu sou Lorraine Warren, e este é um relato que carrego comigo há cada passo da minha vida junto de Ed. Nós sabíamos que aquela não seria apenas mais uma investigação comum. O que começou como uma pista sobre um objeto antigo — um espelho que parecia esconder segredos de outras eras — tornou-se algo muito maior. O peso dessa história não recaía apenas sobre a casa: era sobre nossa família, sobre as escolhas que fazemos quando o medo bate à porta, e sobre como manter a fé quando tudo parece desabar. Durante as primeiras investigações, percebi que minha filha, Judy, carregava uma sensibilidade que a colocava no centro de tudo. A casa sussurrava, e cada detalhe parecia apontar para um laço entre o que vivemos agora e o que já vivíamos antes. Ed, sempre firme, tentava decifrar sinais, enquanto eu tentava ouvir o que o invisível tinha a nos mostrar — nem sempre com respostas claras, mas com promessas de que o caminho seria encontrado se permanecêssemos unidos. O espelho, objeto de desejo e de terror, tornou-se o fio condutor de uma história que não era apenas sobre um mal externo, mas sobre a nossa própria vulnerabilidade e a nossa força enquanto família.
