A Hidra de Lerna. Uma serpente gigantesca, com múltiplas cabeças e um veneno tão poderoso que sua simples respiração era suficiente para matar. Seu sangue corroía tudo o que tocava, e sua pele era dura como pedra. Diziam que até os deuses temiam essa besta. E para tornar tudo ainda mais assustador… havia um detalhe macabro: se uma de suas cabeças fosse cortada, duas novas cresceriam em seu lugar. Esse era o desafio de Hércules. ________________________________________ O CAMINHO PARA LERNA Hércules não teve escolha. Ele havia sido condenado a cumprir doze tarefas impossíveis para se redimir, e matar a Hidra era apenas o segundo de seus desafios. Ele se preparou para a batalha como sempre fazia: afiou sua espada, reforçou seu escudo e vestiu sua couraça de bronze. Mas, no fundo, ele sabia que essa luta não seria como as outras. Ao chegar aos pântanos de Lerna, o herói percebeu imediatamente que algo estava errado. O lugar era silencioso demais. Não havia pássaros cantando, nem o barulho dos insetos que costumavam infestar regiões alagadas. Apenas um vento frio e cortante que sussurrava entre as árvores mortas. Hércules fincou os pés na lama e avançou com cautela. Cada passo fazia um som sufocado, como se o solo tentasse puxá-lo para dentro. Então, de repente… Um rugido ensurdecedor rompeu o silêncio. A água começou a se mexer, e uma sombra colossal emergiu das profundezas do pântano. Os olhos da Hidra brilhavam como brasas no escuro. Suas cabeças se erguiam em diferentes direções, silvando e cuspindo um vapor tóxico. A batalha havia começado. ________________________________________
