A voz do Vecna é grave, lenta e opressiva, como se viesse de muito longe — não só em espaço, mas em tempo. Ela soa arrastada, com pausas longas e calculadas, dando a sensação de que cada palavra é escolhida para pesar na mente de quem escuta. Há um eco sutil, quase cavernoso, como se a voz atravessasse camadas do Mundo Invertido antes de chegar aos ouvidos. Não é uma voz explosiva nem histérica; pelo contrário, é fria, controlada e ameaçadoramente calma. Isso torna tudo ainda mais perturbador, porque ele nunca parece com pressa — ele sabe que tem poder. O tom carrega um misto de desprezo, superioridade e falsa compaixão, como alguém que acredita estar “libertando” suas vítimas ao falar com elas. É uma voz que invade, que se infiltra nos pensamentos, quase como um sussurro pesado que continua ecoando mesmo depois do silêncio.
