📰 INFORMAÇÃO Valdir Cónego apontado como o maior “hater” interno do MPLA e expulso após suspensão O militante Valdir de Jesus Sacramento Cónego foi apontado como o maior “hater” interno do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), depois de uma série de declarações públicas consideradas ofensivas à liderança do partido. Em uma das suas afirmações mais polémicas, Cónego descreveu a governação do Presidente João Lourenço como “ACABA DE NOS MATAR”, o que gerou forte reacção dentro das estruturas partidárias e abriu caminho ao seu processo disciplinar. É de lembrar que Valdir Cónego anunciou publicamente a sua intenção de concorrer à Presidência da República e à liderança do próprio MPLA, uma posição inédita e considerada como um acto de desafio directo à direcção do partido. Tal decisão foi interpretada como uma tentativa de subverter a hierarquia interna e de pôr em causa a unidade e a disciplina do movimento. Meses depois, Valdir foi visto em encontros informais com deputados da UNITA, facto que aumentou a tensão e levantou suspeitas de alinhamento político fora das fileiras do MPLA. Essa aproximação foi vista como uma quebra total de confiança, agravando ainda mais a sua situação dentro do partido. Após um período de suspensão preventiva, a Comissão de Disciplina, Ética e Auditoria concluiu que Cónego cometeu infrações graves aos estatutos e ao código de ética do MPLA. O Comité Central ratificou a decisão e formalizou a sua expulsão, justificando-a como medida necessária para proteger a imagem e a coesão interna do partido. O caso de Valdir Cónego tornou-se um dos mais marcantes da política angolana recente, simbolizando o choque entre a disciplina partidária e o desejo de abertura democrática dentro das estruturas tradicionais do MPLA.
