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@Matheus Santana
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Nunca fui como os outros foram... Nunca brinquei como brincavam... No fundo dos meus olhos... brilha uma luz que me escapa — tênue... insensível às minhas aspirações. Desejei o belo... o útil... o digno. Neguei a mim mesmo... rejeitei a boa vida. Encontrei a parede... a placa... o sinal de pare. E me perdi — em meio a tantos sonhos... Caminhei por vielas sem nome... com os bolsos cheios de perguntas... e a alma exausta de esperas. Procurei abrigo no silêncio... mas até ele me olhava com olhos de censura... Fui terra seca sob a promessa de chuva... fui sede diante de um rio de sal. Tudo em mim pedia sentido... mas o mundo respondia com ruído. E ainda assim... insisto — num passo torto... num fio de fé... que não sei de onde vem... nem por que permanece. Esperei demais de tudo: das pessoas... das palavras... das manhãs de sol. Mas tudo me chegou partido... fingindo ser inteiro. Aprendi a sorrir... com os dentes cerrados. A fingir leveza... com os bolsos cheios de pedra. O mundo? Uma vitrine de promessas ocas. E eu... um colecionador de enganos. Aceitei, por fim... que há dores que não passam... e vazios que são casa... Agora... caminho lento — sem pressa... sem promessa... sabendo que nem tudo precisa de resposta... e que existir, às vezes... é só continuar.

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há um ano
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