bobs guds

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@R.A.F.A
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Abaixar suas calças. Sentir o cheiro do desejo me convidando para te conhecer um pouco mais. Desabotar a timidez. Desmanchar o medo. Domesticar a adrenalina. E colocá-las lá, do outro lado da cama. Longe da colisão. Observar os seus olhos brincando de ir e vir. Enquanto a minha boca beija o coração da sua intimidade. Fazer sexo não. Porque sexo todos fazem. Eu quero fazer amor. Elaborar o amor. Acretar o amor. Torná-lo nosso. Se apoderar do amor. Como quem tem o controle sobre a própria vida. Mesmo sabendo que às vezes está nas mãos de Deus. Do Estado. Do destino. Do desatino. Do futuro. Mas continuar com a falsa sensação de que temos o momento. Nossos corpos. Ali. Feitos para durar. Para atravessar os verões indianos. E as chuvas torrenciais. Janeiro. Bem como, quem sabe, os verões. E os áridos sertões. De que nossas solidões se encontraram e o mundo entrou nos eixos. Sabe? Vou atuar girado. Tudo sem pudor. Conhecer cada parte sua. Negligenciada por outras bocas. Por outras mãos. Apreciando o sabor da tua pele. Enfeitiçando pela minha saliva. Molhar seus pelos com a minha língua. Até que ela estremeça e viva a experiência da pele quando em atrito com alguém. Abaixar sua calça. E as suas emoções. Despistar a angústia de que não sabemos sobre o amanhã. Passear os dedos pelas suas costas. Descobrindo países nas vértebras que te sustentam os ombros e que te definem nos pés que te fazem voar. E por último, escalar o ápice da física humana. Que acontece quando duas pessoas se chocam e produzem outras dimensões. Outras dimensões de afeto. Os olhos que até então são castanhos se tornam uma só cor. Brancos. Mais endofíno. O tremor das mãos paradas no ar pedindo pela voz que sumiu. Entrega ao suor. Essa voz rouca de tanto amor. E esse suor que escorre pelo rosto denunciando que ali houve um terremoto. Um milagre. Uma reconciliação. O cansaço das pernas em túnel de existência. E finalmente o prazer saindo do corpo expulso. Materializando o amor arquitetado, elaborado e deliciosamente. Aquele momento só nosso. Quando eu abaixei as suas calças.

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