Animais ORELINHA
par Gilson MendonçaQuantos animais ainda precisam sofrer para que o Brasil acorde de vez? Quantas cenas de dor e abandono vamos ver se repetindo, ano após ano, enquanto a Justiça avança devagar e a impunidade corre solta? Essa pergunta deveria mexer com qualquer pessoa. E o mais triste é que a resposta continua doendo: entre 2023 e 2026, o país viu uma escalada de violência contra animais que envergonha qualquer sociedade que se diz civilizada.
Casos brutais, torturas filmadas, mortes que poderiam ser evitadas… vidas arrancadas por pura maldade. E, no fim, sempre sobra o silêncio, aquela sensação amarga de que quase nada acontece com quem comete esse tipo de crime.
Em 2026, um nome ganhou o país inteiro. Orelhinha. Um cão comunitário que vivia quase dez anos distribuindo carinho, recebendo afeto e fazendo parte da rotina de quem passava por ele. Ele não tinha um dono, mas tinha uma família inteira cuidando dele. Não tinha luxo, mas tinha amor. Era querido, era respeitado, era símbolo de gentileza. Mesmo assim, sua vida foi tirada de forma brutal por adolescentes que o espancaram sem piedade. O traumatismo foi tão forte que ele não resistiu.
E o que mais machuca não é só a crueldade do ato, mas tudo o que veio depois. Tentativas de esconder provas, pressão familiar, justificativas vazias. A Justiça andando devagar, como se a vida dele pudesse esperar. Orelhinha virou símbolo, virou luta, virou grito. Mas também virou prova de que algo está muito errado.
Antes dele, o Brasil já tinha assistido outro caso marcante: os três jaguares mortos em Mato Grosso, em 2023. Uma mãe e dois filhotes capturados, torturados e mortos com uma crueldade indescritível. Um filhote foi decapitado. O outro foi abusado. A mãe tentou lutar até o fim, mas também foi executada. Os criminosos filmaram tudo, exibindo a própria maldade como se fosse motivo de orgulho. O vídeo expôs uma ferida aberta e mostrou ao mundo que ainda existe gente que sente prazer em destruir vidas inocentes. A revolta veio, os protestos começaram, mas a Justiça demorou de novo.
E esses são apenas os casos que ganham luz. Entre 2023 e 2026, milhares de vidas acabaram sem nome, sem registro e sem chance. Cães acorrentados sem água. Gatos mutilados e jogados no lixo. Animais silvestres capturados por diversão. Cavalos explorados até o limite. Rinhes escondidas. Canis clandestinos. Bichos vivendo cercados de fome, sede e medo.
Só em 2025, quase cinco mil processos foram abertos por maus-tratos. Treze casos por dia. Treze vidas destruídas diariamente. E isso sem contar os que nunca viraram estatística. Quantos sofreram em silêncio absoluto, sem ninguém para ver, sem ninguém para ajudar?
Tudo isso nos força a encarar uma pergunta incômoda: o que está acontecendo com a nossa sociedade? Como ainda existem pessoas capazes de provocar dor por diversão? Como ainda tem gente que trata animais como objetos descartáveis?
Eles sentem tudo: dor, fome, frio, medo. Sentem amor também. Criam laços, reconhecem quem cuida, confiam sem pedir nada. E mesmo assim continuam sendo alvos de quem nunca deveria ter esse tipo de poder.
Orelhinha. Os jaguares. Os cães queimados. Os gatos mutilados. Os cavalos exaustos. Os animais arrancados da natureza. E tantos outros que nunca saberemos o nome. Até quando? Até quando a Justiça vai hesitar? Até quando quem tortura e mata vai seguir impune?
É por isso que a sua voz importa. A sua indignação importa. O seu posicionamento importa. Porque essa luta não é só pelos animais. É pela humanidade que ainda existe dentro da gente.
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Pense comigo: quantos animais ainda vão precisar morrer para que a Justiça funcione? Quantas vidas ainda serão arrancadas até que o respeito se torne regra? A mudança começa quando alguém decide agir. E hoje, esse alguém pode ser você.
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