Luiz Gonzaga
As Gonzagas에 의해Sertão... terra de sol forte e é ainda mais quente.
Terra que me ensinou o valor da saudade, do galope da seca, da lágrima da esperança.
Quantas vezes eu vi gente indo embora, de mala e coração na mão, deixando pra trás a casa, o gado, o sonho de chuva.
Foi por eles, foi por nós, que nasceu Asa Branca.
Uma despedida... que ainda espera voltar.
Sertão de noites compridas, onde o silêncio fala e o céu é um manto de esperança. Foi debaixo desse luar que eu aprendi que beleza não precisa de luxo: basta uma estrela riscando o céu, uma viola no terreiro e um amor dentro do peito. O "Luar do Sertão" não se compara a nada nesse mundo
O tempo da menina é bonito de se ver...
O vestido rodando, a vergonha nos olhos, o sonho plantado no peito.
No sertão, cada moça que dança o xote carrega mais que leveza: carrega a força de quem cresce sabendo lidar com a seca, com o amor e com a vida.
"Xote das meninas" é a dança da esperança no terreiro do mundo"
Quando chega o mês de junho, o céu do sertão se enfeita de fogueira e bandeirola.
É tempo de promessa, de alegria e de saudade boa.
‘Olha Pro Céu’ nasceu olhando pra esse espetáculo que só o sertanejo conhece:
o céu iluminado de estrelas e o coração aquecido de amor e esperança.
O sertanejo sonha com a água como quem sonha com um tesouro.
Cada riacho seco guarda um desejo de vida.
‘Riacho do Navio’ é mais que uma música: é o retrato da esperança de ver o sertão florir de novo.
Sonhar que um dia o peixe nade de volta ao quintal da nossa casa é sonhar com a fartura, com o riso, com a volta do que é nosso.
O sertão me ensinou a respeitar a natureza como se respeita um pai e uma mãe.
Cada árvore, cada rio, cada bicho tem sua função nessa grande orquestra que é o mundo.
‘Xote Ecológico’ foi meu grito de alerta, minha tentativa de acordar o povo pro perigo que é esquecer da nossa casa maior: a Terra.
Hoje, essa canção é mais atual do que nunca.
Com o fole no peito e a estrada no olhar.
Nunca parei muito tempo num só lugar... porque minha alma era de andante, e meu palco o som do sertão pelo mundo.
A sanfona era minha companheira de mala, mas o povo era sempre o meu ponto de chegada.
‘Viajante’ é meu retrato em forma de música.
Também é o retrato de todo brasileiro que carrega um pedaço da sua terra no coração.
Com o fole no peito e a estrada no olhar.
Nunca parei muito tempo num só lugar... porque minha alma era de andante, e meu palco o som do sertão pelo mundo.
A sanfona era minha companheira de mala, mas o povo era sempre o meu ponto de chegada.
‘Viajante’ é meu retrato em forma de música.
Também é o retrato de todo brasileiro que carrega um pedaço da sua terra no coração.
E quando a gente pensa que a saudade diminui, ela vem... e cresce feito mato no inverno.
‘Qui Nem Jiló’ fala dessa tristeza doce que é sentir falta do que foi bom.
Mas o sertanejo aprende cedo: a dor também faz brotar poesia.
E enquanto houver saudade, haverá música.
Obrigado, meu povo, por caminhar comigo nessa estrada de baião e de amor.