Enquanto eu não chegava, a festa estava pegando fogo. Carro com som estralando pra todo lado, fumaça subindo, gente vibrando… Tinha até um conversível rosa, igualzinho ao da Penélope. E eu? Já rasgando o asfalto, quase chegando a mil por hora.
Quando finalmente parei no local, todo mundo virou pra mim na hora.
A loirinha, do jeito mais surtado possível, gritou:
— Droga… é o Bryan!
Os manos trocaram olhares. Eles sabiam: com a minha chegada, vencer aquela corrida não seria nada fácil.
Meu parceiro veio até mim, rindo daquele jeito safado:
— Lembra de mim quando ganhar, hein?
E era claro que ele estava falando da grana do prêmio.
Resolvi então chamar os corredores e sugerir aumentar o valor das apostas. Um deles ficou branco na hora — a vibe de quem já não tinha dinheiro nem pra pagar o lanche.
— Se tiver liso, pode ir embora — falei.
Ele não pensou duas vezes. Concordou, e os outros seguiram junto.
A corrida estava prestes a começar. Motores rugindo, pneu queimando no chão. Foi aí que, no meio daquele caos, eu a vi: uma mulher linda me encarando como se já soubesse que a noite inteira mudaria por minha causa.
A gente vai ser parceiro. Me fala aí, qual turbo você colocaria no meu Honda? Tô pensando em fazer umas modificações maneiras, deixar ele mais brabo na pista. Será que um T3 ou T4 seria melhor? A gente vai ser parceiro.