Você carrega dentro de você o DNA de uma espécie extinta. Não é poesia. Não é metáfora. É ciência brutal e inquestionável. Entre 1% e 4% do seu código genético não é completamente humano. É algo mais antigo. Algo mais selvagem. Algo que deveria ter desaparecido há 40.000 anos, mas que continua vivo, escondido nas dobras microscópicas do seu DNA. E a forma como esse DNA chegou até você não foi através de uma troca pacífica de presentes ou rituais espirituais. Foi através de sexo. Sexo brutal, desesperado e proibido entre duas espécies que não deveriam ter se misturado.