Voz de Jovem Gamer
von DanielCara, o novo LEGO Batman acabou de fazer uma parada que ninguém imaginava. Além de ter a história mais sombria de toda a franquia, o final é bizarro: o Batman termina derrotado e traído por uma das pessoas mais importantes da Batfamília. Então chega mais, porque hoje a gente vai fazer aquela análise profunda e direto ao ponto do novo LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight. E já vou avisando: esse vídeo está entupido de spoilers reais. Vamos passar pela história real, detalhar os arcos e ver o que mudou de verdade na gameplay. Se você não quer estragar sua experiência, faz o seguinte: salva o vídeo aí e volta aqui depois que você zerar, beleza?
Para começar, o choque visual é absurdo. A TT Games finalmente aposentou aquela engine antiga e construiu o jogo do zero na Unreal Engine 5. O resultado ficou um contraste bizarro de lindo: o mundo ao redor, os prédios e essa iluminação chuvosa de Gotham são ultra-realistas. Mas os personagens e os blocos mantêm aquele brilho clássico de plástico de LEGO. Sem sombra de dúvidas, é o jogo mais bonito que eles já fizeram
Na gameplay, a mudança foi drástica. Esquece o estilo dos jogos anteriores. O combate agora é assumidamente inspirado na franquia Batman: Arkham, com aquele sistema Freeflow adaptado. Claro, ele é bem mais acessível do que o jogo da Rocksteady, mas ainda exige que você acerte o ritmo dos combos, use a esquiva no tempo certo e encaixe contra-ataques. Você meio que sente o peso dos blocos em cada porrada, e usar os batarangues no meio do combo ficou bem fluido.
Agora, uma mudança que dividiu bastante a comunidade foi o elenco. Esquece aquela lista com centenas de bonecos repetitivos que só mudavam a skin. A campanha foca exclusivamente em 7 personagens principais, e cada um tem habilidades únicas para resolver os puzzles. O Batman equilibra porrada com detetive; o Gordon tem uma arma de espuma para apagar fogo; a Mulher-Gato usa o chicote e as garras para quebrar vidro; Robin e Nightwing são focados em agilidade; a Batgirl hackeia tudo e a Talia al Ghul luta igual um ninja. Ah, e toda a customização rola na Batcaverna, e quem te vende os cosméticos é o Bat-Mite, que virou o mercante oficial do jogo
O mundo aberto de Gotham está gigante, mas sendo bem sincero com vocês: a locomoção vertical me incomodou um pouco. A cidade está cheia de arranha-céus realistas, e planar é muito maneiro, só que a física do bat-gancho às vezes dá uma engasgada para prender em quinas de prédios mais distantes. Isso quebra um pouco o ritmo da exploração.
Mas quando você desce para o chão, a parada melhora 100%. Dá para pilotar vários carros icônicos, inclusive o Tumbler. E vou te falar, sair correndo em alta velocidade e ver os postes e hidrantes de LEGO se desintegrando em pecinhas é bom demais. Outra coisa: os puzzles do Charada espalhados pelo mapa foram reformulados. Acabou aquela parada linear de só apertar um botão. Agora você precisa usar o cooperativo de verdade, combinando os poderes de dois ou mais personagens para pegar os colecionáveis
Beleza, vamos para a história, que mistura várias mídias da DC mas com aquele toque LEGO. A campanha começa com o Bruce bem jovem vendo o Jack Napier assassinar os pais dele — o Napier aqui trabalhava para o Carmine Falcone. Anos depois, o Bruce vai treinar com a Liga das Sombras em Nanda Parbat, do lado do Ra's al Ghul e da filha dele, a Talia. Só que a primeira reviravolta acontece ali: o Bruce descobre que o plano do Ra's é apagar Gotham do mapa. O Bruce se rebela, taca fogo no templo e foge, deixando a Talia para trás sem saber se ela sobreviveu.
De volta a Gotham, ele vira o Batman e se junta ao Gordon para caçar o Falcone. Nessa investigação, eles batem de frente com o Jack Napier de novo, que agora lidera a Gangue do Capuz Vermelho e está envenenando ursinhos de pelúcia com o gás Smylex. Naquela clássica luta na Ace Chemicals, o Napier cai no tanque de ácido e renasce como o Coringa. Mais para frente, o Coringa se alia ao Pinguim — que está tentando virar prefeito — e faz um desfile para jogar o gás na cidade. O Batman e a Mulher-Gato impedem o plano, o Coringa cai do topo da catedral e sobrevive, mas fica com o rosto todo cicatrizado.
Logo depois, o Bruce leva a Selina para um encontro no Circo Haly, mas o Harvey Dent, que já virou o Duas-Caras, invade o lugar para explodir tudo. O Bruce e o jovem Dick Grayson salvam o dia, e o Bruce acaba adotando o Dick, treinando o moleque para ser o Robin. Na primeira patrulha deles, eles enfrentam a Poison Ivy, que fechou o Robinson Park com plantas mutantes para impedir a construção de uma usina.
O tempo passa, e em uma festa de gala o Vagalume tenta roubar umas joias, mas a Barbara Gordon aparece de surpresa com um Batsuit que ela mesma fez e ajuda a parar o vilão. Só que o Mr. Freeze brota logo em seguida, congela o Comissário Gordon e rouba um diamante gigante. O Batman, o Dick — que agora já é o Nightwing — e a Barbara se juntam para derrotar o Freeze no observatório. Depois disso, o Bruce finalmente aceita a Barbara na equipe como Batgirl.
Aí a gente chega no clímax do jogo. O Bruce cria um dispositivo de energia limpa para a cidade. O Coringa reaparece causando o caos e é capturado com a ajuda da Talia al Ghul, que reaparece dizendo que forjou a própria morte. Só que no interrogatório do Coringa no Arkham, rola uma fuga em massa armada pelo verdadeiro vilão do jogo: o Bane. Ele assumiu o comando da Liga das Sombras e financiou todo mundo para terminar o plano do Ra's al Ghul. O Bane simplesmente amassa o Batman e quebra a espinha dele, deixando o herói totalmente fora de combate.
O Bane domina a cidade, apaga as luzes de Gotham e transforma o dispositivo de energia da Wayne Tower em uma bomba de Dionesium. Enquanto o Nightwing e a Batgirl escalam a torre enfrentando o exército do Bane, a Mulher-Gato consegue derrotar o Bane lá embaixo com a ajuda do Alfred, que entra na porrada pilotando um Batsuit blindado mecânico! No topo da torre, o grupo encontra o Bruce recuperado, e aí vem o grande plot twist: a Talia al Ghul mentiu o tempo todo. Ela é a verdadeira mente por trás da Liga das Sombras e armou tudo para se vingar do Bruce por ter destruído o templo lá atrás. Ela usa um traje ultra-tecnológico e vira a chefe final. Você só consegue derrotar ela combinando os ataques de toda a Batfamília e do Gordon para salvar Gotham da explosão
E essa é a história completa de LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight. Olha, a TT Games mandou bem demais em costurar referências dos quadrinhos e dos filmes clássicos dentro de uma narrativa que realmente faz sentido e não perde aquele humor de LEGO. O jogo arriscou bastante diminuindo o elenco para focar em um combate mais técnico, mas o resultado final, junto com o poder gráfico da Unreal Engine 5, entrega uma das melhores experiências do Batman que a gente tem hoje em dia.
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