Voz Calmante Masculina
por jovitoolsbrUma voz masculina jovem e calma, ideal para meditação guiada e momentos de relaxamento profunOlá... hoje vamos continuar desenhando uma imagem que está presente na própria linguagem bíblica:
a igreja aparece como mulher.
Ela é apresentada como noiva.
Cristo aparece como noivo.
E essa relação entre Cristo e igreja é chamada por Paulo de “grande mistério”.
Então vamos seguir o desenho sem tirar a mulher dele.
Porque, quando a Bíblia chama o corpo de templo do Espírito, chama a igreja de corpo de Cristo e apresenta a igreja como mulher e noiva, temos três imagens que começam a ocupar o mesmo espaço:
mulher.
corpo.
templo.
Agora vamos entrar nesse templo.
Não em uma construção de pedra.
No corpo.
E, dentro do corpo feminino, existe um lugar que possui uma característica única:
o útero.
O útero é um espaço de gestação.
É ali que uma nova vida recebe abrigo, matéria e nutrição para ser formada.
A mulher oferece de seu próprio corpo os elementos necessários para que aquela vida cresça.
A matéria feminina sustenta a formação de outra vida.
E aqui a linguagem da Bíblia sobre a Santa Ceia começa a ganhar uma dimensão simbólica muito interessante.
Jesus diz:
“Tomai, comei; isto é o meu corpo.”
E também fala do sangue.
“Comer”, aqui, é a linguagem utilizada pelo próprio texto bíblico para expressar participação, recebimento e assimilação.
Por isso podemos utilizar essa palavra dentro da nossa leitura simbólica:
o Cristo come da carne e do sangue da mãe.
Não no sentido literal de um feto mastigar carne ou beber sangue.
O sentido é outro.
A vida que está sendo formada recebe do corpo materno aquilo que precisa para continuar se formando.
A mãe doa matéria.
A mãe sustenta.
A mãe nutre.
A mãe fornece o ambiente onde aquela vida cresce.
Então visualize a cena:
o corpo feminino é o templo.
o útero é o espaço interno desse templo.
a mãe é a matéria que sustenta a formação.
e o Cristo é a vida que está sendo formada dentro desse templo.
Agora coloque junto outra passagem.
Paulo diz:
“até que Cristo seja formado em vós.”
E sabe qual imagem ele usa para explicar esse processo?
A imagem de uma mulher em trabalho de parto.
Isso é extraordinário.
Porque Cristo não aparece apenas como alguém que chega pronto.
Paulo utiliza a linguagem de formação.
E formação é justamente o que acontece dentro de um útero.
Primeiro existe aquilo que ainda não vemos.
Depois começa a formação.
A matéria organiza a forma.
A vida cresce.
O corpo materno sustenta.
E chega o momento em que aquilo que estava dentro se manifesta fora.
Nascimento.
Então o desenho fica muito claro:
útero → gestação → nutrição → formação → parto → manifestação.
E Paulo usa justamente essa linguagem de parto para falar da formação de Cristo.
Isso muda a maneira de olhar para a expressão:
“Cristo seja formado em vocês.”
Porque a formação acontece dentro de um corpo.
E o corpo, na linguagem bíblica, é templo.
O templo é lugar de habitação.
A igreja é apresentada como corpo de Cristo.
E a igreja é apresentada como mulher, como noiva.
Então temos:
mulher → corpo → templo → igreja → noiva → Cristo.
Não estamos falando de seis coisas completamente separadas.
Estamos acompanhando as imagens que o próprio texto bíblico coloca em relação.
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a matéria feminina
Aqui entra outra peça fundamental do nosso desenho.
A matéria não precisa ser tratada como algo inferior ao espírito.
Matéria é aquilo que dá forma.
É a matriz da manifestação.
No corpo feminino isso fica visível de maneira extraordinária.
A mulher carrega dentro de si um espaço onde aquilo que ainda não possui forma completa vai adquirindo forma.
O invisível torna-se visível.
O potencial torna-se corpo.
A vida toma matéria.
Por isso o feminino, nessa leitura simbólica, representa a matriz.
O campo receptivo.
O útero.
A matéria.
A escuridão.
E aqui precisamos lembrar:
escuridão é útero.
É o espaço onde a vida ainda está sendo gestada.
A luz representa a consciência.
A polaridade masculina representa aquilo que ilumina, direciona e torna consciente.
A polaridade feminina representa o campo que recebe, envolve, sustenta e manifesta.
E negativo, dentro dessa linguagem, é ausência.
Ausência é aquilo que ainda não se manifestou.
Assim, aquilo que ainda está na escuridão do útero não está ausente da vida.
Está em formação.
Ainda não apareceu aos olhos.
Mas já está acontecendo.
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a santa ceia dentro do corpo
Agora podemos voltar para a ceia.
Durante séculos, aprendemos a visualizar uma mesa externa.
Pão.
Vinho.
Corpo.
Sangue.
Mas existe uma imagem de ceia acontecendo dentro do próprio corpo feminino.
Uma vida está sendo formada.
Ela recebe nutrientes através da placenta.
Recebe oxigênio.
Recebe elementos necessários ao desenvolvimento.
E tudo isso acontece através do corpo materno.
É uma relação íntima entre matéria e vida.
O corpo da mãe sustenta o corpo que está sendo formado.
Por isso a expressão “comer da carne e beber do sangue”, quando usada aqui, funciona como uma imagem de assimilação daquilo que sustenta a vida.
A mãe oferece de si.
A vida recebe.
E aquilo que recebe cresce.
Essa é a lógica da gestação.
E a Bíblia coloca justamente corpo e sangue no centro da linguagem da ceia.
Então a ceia deixa de ser apenas uma imagem colocada sobre uma mesa.
Podemos enxergá-la também como uma imagem acontecendo dentro do templo.
O templo alimentando aquilo que está sendo formado dentro dele.
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o grande mistério
Agora volte para Efésios.
Paulo fala do homem e da mulher.
Fala de uma só carne.
Fala de Cristo e da igreja.
E então declara:
“Grande é este mistério.”
O mistério está justamente na união dessas imagens.
Cristo e igreja.
Noivo e noiva.
Homem e mulher.
Corpo e carne.
Templo e habitação.
Gestação e formação.
Ceia e alimento.
Tudo começa a conversar.
E talvez seja por isso que a imagem do corpo feminino seja tão importante.
Porque o corpo feminino é, biologicamente, uma das expressões mais concretas da capacidade de receber, nutrir, formar e manifestar vida.
Não é uma ideia abstrata.
É um processo que acontece dentro de um corpo.
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então observe o templo
O templo bíblico não precisa ser imaginado apenas como paredes.
Paulo diz:
“o vosso corpo é templo do Espírito Santo.”
Então o templo possui carne.
Possui sangue.
Possui matéria.
Possui vida.
E dentro do corpo feminino existe uma câmara de formação.
O útero.
Ali existe uma vida recebendo da matéria materna aquilo que necessita.
A mãe fornece.
O feto recebe.
O corpo sustenta.
Cristo é formado.
E depois acontece o parto.
Aquilo que estava dentro manifesta-se fora.
Por isso podemos desenhar a sequência inteira:
ESPÍRITO
↓
CONSCIÊNCIA
↓
MATÉRIA
↓
CORPO
↓
TEMPLO
↓
ÚTERO
↓
NUTRIÇÃO
↓
FORMAÇÃO
↓
CRISTO
↓
NASCIMENTO
↓
MANIFESTAÇÃO
E agora talvez fique mais fácil compreender por que a linguagem bíblica utiliza tantas imagens de corpo, carne, sangue, mulher, noiva, templo, casa e nascimento.
Elas pertencem ao mesmo campo simbólico.
A vida entra na matéria.
A matéria sustenta a vida.
A consciência ganha forma.
Cristo é formado.
E aquilo que foi formado nasce para o mundo.
Essa é a imagem que queremos investigar.
Não para diminuir o feminino.
Muito pelo contrário.
Para perceber a dimensão que a própria linguagem bíblica dá ao corpo:
templo.
E dentro desse templo existe uma das maiores imagens de formação que a natureza conhece:
o ventre feminino.do.